A Reforma Avança

Semana passada a Genial Investimentos recebeu o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Rodrigo Maia. O artigo - A Reforma Avança - do nosso CEO, Fernando Barrozo do Amaral, sintetizou os principais pontos no texto.

Asward Damodaran, o renomado professor de avaliação de empresas da universidade de Yale, costuma recomendar que quando lhe perguntarem algo e você não souber o que responder, diga “China”. Vai estar certo em pelo menos 90% das vezes. No Brasil, nesse momento, a resposta a ser dada para não se errar nesse tipo de situação é “reforma da Previdência”. 


Na semana passada, em que foi criada na Câmara dos Deputados a Comissão Especial para a análise da reforma proposta pelo atual governo, o presidente da casa, Rodrigo Maia, concedeu à GloboNews uma longa entrevista e participou de uma reunião com investidores organizada pela Genial Investimentos. Com postura equilibrada e transparente, Maia deu sua visão do processo de tramitação da emenda, que entra a partir de agora numa fase mais crítica e delicada, em que a coordenação dos votos passa a ser crucial. O ambiente é, segundo ele, melhor do que foi no passado, com um número maior de deputados a favor do que havia no governo Temer. Vê o ministro Paulo Guedes com uma boa relação com o Congresso e cobra do governo, em especial do presidente Bolsonaro, um maior empenho tanto junto à Câmara quanto à sociedade. De um lado, acredita que há ainda muita confusão a respeito do tema, cuja melhora de percepção só vai acontecer através de comunicação bem feita. De outro, enxerga o governo com capacidade de aprovar a PEC, mas acha que precisa melhorar a articulação política. Os deputados querem entender como será o pós-Previdência e como se beneficiarão da economia gerada pela sua aprovação (como bem lembra nosso economista José Márcio Camargo, a função objetiva do parlamentar é agradar seu eleitor, para que consiga ser reeleito). 


No final, Maia acha razoável aprovar uma economia de pelo menos R$ 800 bilhões, número que pode crescer se os governadores ajudarem. Diz que a participação desses é importante, já que não adianta ajustar a Previdência federal e não resolver a dos estados e municípios. Mas foi enfático em afirmar que não vê a possibilidade de um cenário de não aprovação de uma boa reforma.


Em outro evento, um jantar promovido pela gestora RPS Capital, o ex-senador Romero Jucá, atual presidente do MDB, deu sua opinião sobre o mesmo assunto. Seu tom foi bem menos positivo do que o do presidente da Câmara, reclamou muito da atuação do governo e do presidente da República, mas a conclusão foi semelhante. Trabalha com a aprovação de uma economia em torno de R$ 600 bi, podendo ir a R$ 750 bilhões se o governo fizer um bom trabalho de articulação política. Foi claro: “Vai ter reforma da Previdência esse ano, a questão é quanto [vai conseguir de economia] e quando [vai ser aprovada]”. Acha que se houver rompimento entre o Legislativo e o Executivo, a Câmara resgata o projeto proposta pelo governo Temer e o aprova, num cenário obviamente pior, pela demora e o desgate ao longo do período. 


Como um todo, ambos os relatos parecem reforçar que vem se consolidando na sociedade o entendimento de que será inevitável a aprovação esse ano de uma reforma da Previdência no mínimo aceitável, e possivelmente bastante boa.


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